O vereador Rodrigo Correia, do União Brasil, fez duras críticas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre a grave situação das marginais da BR-158, no trecho entre Pato Branco e Coronel Vivida. A denúncia surgiu após uma visita ao Parque Industrial, feita a pedido dos empresários da região, que enfrentam dificuldades causadas pela falta de manutenção das vias. A situação encontrada chamou a atenção para o descaso e para os problemas que afetam o dia a dia dessas empresas, que são fundamentais para a economia local.
Situação crítica no Parque Industrial às margens da BR-158
O vereador relatou que, ao visitar o local, ficou “assustado com o que viu”. Os empresários do Parque Industrial vêm há muito tempo pedindo por melhorias e pela implantação das marginais em frente às suas empresas. No entanto, as ações por parte do DNIT não aparecem, deixando a região em condições ruins. Um exemplo bem ilustrativo é a situação em frente à metalúrgica Sartor, onde a água que vem da rodovia invade as marginais, tornando o acesso praticamente impossível. O trecho está praticamente intransitável, o que atrapalha o funcionamento dessas indústrias e, consequentemente, afeta a geração de emprego e impostos na cidade.
Problemas nas marginais da BR-158: falta de manutenção e infraestrutura
A situação das marginais tem pontos específicos que merecem destaque, especialmente em relação a:
- Acúmulo de água, que invade terrenos e vias, prejudicando o acesso das empresas;
- Buracos e falta de pavimentação adequada, que tornam as marginais perigosas e difíceis de transitar;
- Ausência de limpeza e roçadas, o que piora a visibilidade e a segurança na região;
- Trevos e acessos sem manutenção, gerando riscos e desconforto para quem trafega ou trabalha ali.
Comparando com outras regiões, o vereador ressaltou que o trecho da BR-158 a partir de Coronel Vivida está limpo e organizado. Porém, na área urbana de Pato Branco, a situação é caótica. Essa falta de padronização mostra um descaso específico que prejudica diretamente os empresários do Parque Industrial.
Responsabilidades e falhas do DNIT em Pato Branco
As críticas ao DNIT são fortes e evidenciam uma relação complicada entre o órgão e a prefeitura local. A diretora do DNIT em Pato Branco, Amanda, chegou a proibir a prefeitura de arredar um pouco de asfalto para manutenção, citando que existe um degrau entre a rodovia e o acesso das empresas. No entanto, a obrigação de manter as marginais seria do próprio DNIT, que não cumpre seu papel. A prefeitura fica refém dessa decisão, impedida de agir para melhorar o acesso. Enquanto isso, ruas e trevos seguem esquecidos, causando transtornos para moradores, empresários e a administração pública.
O vereador destacou que, apesar da existência de um representante pato-branquense em cargo de alto escalão no DNIT, a cidade parece não ser prioridade para o órgão. O sentimento é de vergonha, pois o órgão que deveria cuidar da infraestrutura federal deveria ajudar a cidade, mas, na prática, só atrapalha. “Fico com vergonha de dizer que tem um pato-branquense no alto escalão do DNIT, mas que não defende a nossa cidade.” O descaso do DNIT se manifesta em não fazer roçadas, limpezas, reparos e melhorias essenciais. Buracos permanecem abertos há anos, como na loja Havan na marginal, causando prejuízo para os motoristas com pneus estourados e veículos danificados.
Conflito entre empresários e o DNIT
Além da falta de manutenção, o DNIT tem incomodado os empresários que enfrentam um cenário já complicado, devido à alta carga tributária. Recentemente, notificação ao grupo Atlas causou repercussão após o órgão alegar que a empresa estaria na faixa de domínio federal, o que provocou transtornos. Outros empresários também sofreram com essas notificações, como os do Vila Esperança e do Casagrande. Em muitos casos, o DNIT impõe restrições sem oferecer melhorias para as marginais, o que mostra um padrão de postura que prejudica quem investe e gera empregos localmente.
Um ponto que gera ainda mais revolta é o histórico de iniciativas privadas para melhorar a infraestrutura:
- O saudoso empresário Cláudio Petrycoski financiou do próprio bolso o trevo de acesso na região.
- Apesar deste esforço, o DNIT não reconhece nem apoia tais iniciativas, preferindo criticar e fiscalizar os empresários.
Essa postura do DNIT demonstra pouco respeito e reconhecimento aos esforços locais para manter o desenvolvimento da cidade.
Esforços da Prefeitura para amenizar o problema
Diante da omissão do DNIT, a prefeitura tem buscado formas de agir. O vereador esteve com Radmir, responsável pelo setor de obras do município, avaliando a situação das marginais. O prefeito autorizou o início das obras para manutenção dos trechos problemáticos, usando recursos municipais. Essa ação visa evitar que os empresários continuem pagando pela falta de compromisso do órgão federal com a cidade. A decisão mostra que, mesmo com dificuldades, a prefeitura está disposta a agir para garantir condições básicas para o funcionamento das empresas. O trabalho da prefeitura e dos vereadores é um esforço para compensar a ausência do DNIT e garantir que o Parque Industrial volte a ter uma infraestrutura adequada.

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