Dengue segue avançando em diferentes regiões da cidade de Pato Branco

O município de Pato Branco contabilizou 537 notificações de dengue entre os dias 1º de janeiro e 4 de maio de 2026, segundo dados do Boletim Epidemiológico nº 13, divulgado pelo Departamento de Vigilância em Saúde. Do total de notificações, 116 casos foram confirmados, enquanto outros 98 autóctones. O município não registrou mortes pela doença no período analisado. A incidência atual é de 0,7%.

Os números demonstram que a dengue segue avançando em diferentes regiões da cidade, com maior concentração de casos em bairros populosos e áreas urbanas com maior circulação de pessoas. O  Centro lidera o número de confirmações, com nove casos registrados. Em seguida aparecem Planalto, Industrial, Fraron e Cristo Rei, todos com sete casos confirmados. Os bairros Pinheirinho, Novo Horizonte e Alvorada registraram cinco casos cada. Já Sudoeste, São João, São Cristóvão e Independência contabilizam quatro confirmações cada. São Roque do Chopim e São Roque aparecem na sequência, com três casos confirmados em cada localidade.

Além dos casos confirmados, a Vigilância Epidemiológica alerta para o elevado número de notificações em algumas regiões, indicando circulação ativa do mosquito Aedes aegypti em vários pontos do município. O levantamento mostra que os bairros com maior infestação e maior concentração de registros são Centro, Planalto, Industrial, Fraron e Cristo Rei, considerados atualmente áreas de maior atenção pelas equipes de combate às arboviroses.

O boletim também apresenta dados sobre chikungunya. No período analisado, foram registradas 25 notificações da doença em Pato Branco, com cinco casos confirmados e um autoctóne. Os bairros com registros incluem Centro e Novo Horizonte casos confirmados. Os Veneza, Amadori, Industrial, Alvorada e Bela Vista com maior ídice de infestação. Não houve óbitos relacionados à chikungunya até o momento.

Outro dado que preocupa as autoridades de saúde é a presença constante de criadouros do mosquito dentro dos imóveis residenciais. Conforme o boletim, os principais focos encontrados pelas equipes de endemias continuam sendo recipientes com água parada nos domicílios, como vasos de plantas, pneus, caixas d’água destampadas, calhas e materiais descartados em quintais.

A Secretaria Municipal de Saúde intensificou ações de orientação, visitas domiciliares e bloqueios em regiões consideradas críticas. O órgão reforça o pedido para que a população mantenha atenção redobrada à limpeza dos terrenos e eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água, medida considerada essencial para reduzir a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

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