Pato Branco mantém baixa incidência de dengue e registra casos pontuais de chikungunya em 2026

Boletim epidemiológico aponta predominância de transmissão local e detalha distribuição por bairros

O município de Pato Branco apresenta baixa incidência de dengue nos primeiros meses de 2026, conforme o Boletim Epidemiológico nº 12, divulgado pelo Departamento de Vigilância em Saúde. O levantamento considera o período de 1º de janeiro a 27 de abril. De acordo com o relatório, foram registradas 513 notificações de dengue, das quais 112 foram confirmadas, sendo 94 casos autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município. Não houve registro de casos importados nem óbitos no período. O índice de incidência permanece em 0,7%, indicando um cenário de controle da doença.

A distribuição dos casos confirmados de dengue por bairros aponta maior concentração no Centro (9 casos). Planalto, Industrial e Fraron registraram 7 casos cada, seguidos por Cristo Rei (6 casos). Pinheirinho, Novo Horizonte e Alvorada contabilizaram 5 casos cada. Já Sudoeste, São João, São Cristóvão e Independência tiveram 4 casos cada, enquanto São Roque do Chopim e São Roque registraram 3 casos cada.

Chikungunya

Em relação à chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o boletim registra 24 notificações de casos suspeitos, com 5 casos confirmados, sendo 1 autóctone e sem registro de casos importados ou óbitos no período.

Os casos de chikungunya por bairros estão distribuídos nas seguintes localidades:

       Casos  confirmados

  • Centro
  • Novo Horizonte

    Maior índice de infestação
  • Veneza

  • Amadori

  • Industrial

  • Alvorada

  • Bela Vista

Os registros são considerados baixos e pontuais, sem indicação de surto, mas com presença do vírus em diferentes regiões da cidade.

Vigilância e prevenção

O boletim reforça que tanto a dengue quanto a chikungunya apresentam predominância de transmissão local, o que evidencia a necessidade de controle rigoroso dos criadouros do mosquito. Entre os principais focos identificados estão recipientes que acumulam água parada, como caixas d’água sem vedação, pneus descartados, vasos de plantas e resíduos expostos.

Os dados são provenientes do sistema Dengue Online e consideram exclusivamente moradores do município. O monitoramento contínuo permite respostas rápidas das equipes de saúde. Apesar do cenário controlado, as autoridades reforçam que a participação da população é essencial. A eliminação de água parada segue como a medida mais eficaz para reduzir notificações e evitar o aumento dos casos.

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