O município de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, divulgou nesta segunda-feira o segundo boletim epidemiológico de arboviroses de 2026, revelando um aumento nas notificações de suspeitas de dengue, mas sem confirmações de casos ou óbitos. Os dados, compilados pela Divisão de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Vigilância em Saúde, cobrem o período de 1º a 19 de janeiro e referem-se exclusivamente a residentes locais.
De acordo com o informe, emitido com base no sistema Dengue Online, foram registradas 102 notificações de dengue, mas nenhum caso foi confirmado até agora. Não há registros de casos autóctones – aqueles contraídos dentro do município – nem de óbitos em investigação ou confirmados. O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, está em 0,2%, classificado como de baixo risco. O boletim destaca categorias de alerta: baixo risco (0-1%), estado de alerta (1,5-3,9%) e alto risco (acima de 4%).
Para chikungunya, outra arbovirose transmitida pelo mesmo vetor, o cenário é ainda mais tranquilo: apenas seis notificações, sem confirmações, casos autóctones ou óbitos. O documento não menciona dados sobre zika ou outras arboviroses, focando nas duas principais ameaças monitoradas. Especialistas em saúde pública atribuem o baixo índice de infestação a ações contínuas de vigilância ambiental, como inspeções em residências e eliminação de criadouros do mosquito. No entanto, o alto número de notificações sugere uma maior sensibilização da população para buscar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo e manchas na pele.
A Prefeitura de Pato Branco reforça a importância da prevenção e orienta os moradores a entrarem em contato com a Vigilância Ambiental pelo telefone (46) 3213-1721 para mais informações ou denúncias de focos do mosquito. “É fundamental que a comunidade continue eliminando água parada em recipientes, pneus e plantas, especialmente no verão, quando o risco de proliferação aumenta”, alerta o boletim. Este é o segundo informe do ano, e atualizações semanais são esperadas para monitorar a evolução da situação epidemiológica. Em 2025, Pato Branco registrou picos sazonais de dengue, o que reforça a necessidade de vigilância constante para evitar surtos. A administração municipal enfatiza que os dados são preliminares e podem ser atualizados conforme novas investigações.

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