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Combate à fraude e corrupção

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná denunciou, nesta sexta-feira (06), César Roberto Santos de Oliveira, executivo da GDK, por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos celebrados com a Petrobras entre julho de 2007 e abril de 2012.

César Oliveira, então administrador e diretor da empreiteira GDK, prometeu e efetuou o pagamento de propina a Pedro Barusco, com a finalidade de garantir que o então ex-gerente de engenharia da Petrobras beneficiasse a GDK em licitações, contratos e aditivos que veio a celebrar com a Estatal.

Pedro Barusco confirmou em seu acordo de colaboração premiada, o que restou corroborado em diversos e-mails por ele trocados com César Oliveira, os atos de corrupção envolveram, pelo menos, quatro contratos celebrados pela GDK com a Petrobras e suas subsidiarias Transportadora do Nordeste e Sudeste (TNS) e Trasportadora Associada de Gás S.A. (TAG). O valor total desses contratos, depois da celebração de uma série de aditivos, atingiu o montante de mais de R$ 788 milhões.

César Oliveira também está sendo acusado pela prática do delito de lavagem de capitais, uma vez que em janeiro de 2009, valeu-se de uma conta por ele mantida no exterior, em nome da offshore Melk - Comércio e Serviços Internacionais, para efetuar uma transferência de US$ 200 mil para a offshore Korat Investments mantida pelo então gerente da Petrobras Pedro Barusco no Lloyds Bank TSB, na Suíça, para o recebimento de propinas.

A transação pode ser documentalmente comprovada na denúncia, uma vez que extratos da conta foram apreendidos na 9ª fase da Operação Lava Jato, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de César Oliveira.

 


 
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