Durante a sessão da Câmara Municipal de Pato Branco, o vereador Rodrigo Correia voltou a defender o envio, por parte do Executivo, de um projeto de lei concedendo um reajuste real no auxílio-alimentação dos servidores públicos municipais. Segundo o parlamentar, esta é uma reivindicação que vem sendo apresentada repetidamente ao longo dos últimos anos.
Rodrigo lembrou que a data-base para reajuste do benefício ocorre no mês de agosto e afirmou que, mesmo considerando um reajuste baseado apenas na inflação — estimado por ele em cerca de 3% —, o aumento seria insuficiente para atender às necessidades dos servidores.
Atualmente, conforme destacou, o auxílio-alimentação pago pelo município é de R$ 313,50 por mês. Dividido pelos 22 dias úteis de trabalho, o benefício representa aproximadamente R$ 14,50 por dia. Para o vereador, esse valor sequer permite a compra de um sanduíche, tornando impossível que o servidor realize uma refeição adequada durante sua jornada de trabalho.
Ele acrescentou que um reajuste de 3% resultaria em um acréscimo mensal de apenas R$ 9,40, classificando o valor como um “absurdo” diante do custo de vida.
Vereador critica projetos do Executivo voltados aos servidores
Rodrigo Correia afirmou que espera ver chegar à Câmara projetos que efetivamente valorizem os servidores públicos municipais. Segundo ele, desde o ano passado o Executivo encaminhou diversas propostas relacionadas ao funcionalismo, mas, em sua avaliação, todas retiraram direitos sem conceder novos benefícios. Como exemplo, relembrou o projeto aprovado no ano anterior que fixou em R$ 3.500,00 a base de cálculo do adicional de insalubridade. O vereador ressaltou que votou contra a proposta e afirmou que a medida atingiu principalmente os profissionais da saúde, provocando perdas salariais significativas.
Promessa de compensação, segundo vereador, não foi cumprida
Durante seu pronunciamento, Rodrigo recordou uma reunião realizada antes da votação do projeto sobre a insalubridade, da qual participou o prefeito Géri Dutra. Segundo o parlamentar, o prefeito explicou na ocasião que a alteração atendia a uma recomendação do Tribunal de Contas e não tinha como objetivo gerar economia para os cofres públicos.\
Ainda de acordo com Rodrigo, foi assumido o compromisso de que, caso a proposta fosse aprovada, seria encaminhado posteriormente um projeto de lei elevando o auxílio-alimentação para R$ 450,00, como forma de compensar as perdas sofridas, especialmente pelos profissionais da saúde. O vereador afirmou que o projeto foi aprovado e a lei sancionada, mas que a prometida compensação nunca chegou ao Legislativo.
Auxílio deveria chegar a R$ 900, afirma parlamentar
Rodrigo informou que apresentou uma indicação propondo que o auxílio-alimentação fosse elevado para R$ 550,00, equiparando o benefício ao valor atualmente pago aos servidores concursados da Câmara Municipal. Entretanto, segundo seus cálculos, para acompanhar a realidade dos custos atuais, o benefício deveria alcançar aproximadamente R$ 900,00 mensais. O vereador voltou a criticar o valor pago atualmente pelo município, classificando-o como insuficiente.
Ao encerrar sua fala, fez um apelo para que a administração municipal encaminhe projetos que ampliem direitos e valorizem os servidores, em vez de propostas que, segundo ele, retirem garantias da categoria. Também citou o projeto que trata da revisão do plano de cargos e salários do magistério como mais um exemplo de matéria que gera preocupação entre os servidores.
Rodrigo ainda questionou qual tem sido o destino da economia obtida com a alteração na base de cálculo da insalubridade, lembrando que os profissionais da saúde tiveram perdas financeiras enquanto a prometida compensação nunca foi encaminhada ao

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