Durante a Copa do Mundo, milhares de brasileiros recorrem a maquiagens, pinturas faciais e tintas nas cores da seleção como forma de celebrar e demonstrar apoio ao time. Embora façam parte da festa, esses produtos merecem atenção. A escolha inadequada ou a permanência prolongada sobre a pele podem favorecer reações alérgicas, irritações e outras complicações dermatológicas. A Dra. Camila Dezanetti, médica dermatologista e professora do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, explica que um dos erros mais comuns é utilizar produtos que não foram desenvolvidos para aplicação na pele, como tintas artesanais, materiais escolares ou maquiagens sem registro para uso cosmético.
“Nem toda tinta colorida é segura para aplicação na pele. Produtos que não foram desenvolvidos para uso cosmético podem conter corantes industriais, solventes, conservantes irritantes e até metais pesados. Esses componentes aumentam significativamente o risco de dermatite de contato, queimaduras químicas, irritações e reações alérgicas, principalmente em pessoas com pele sensível ou com histórico de alergias”, comenta a Dra. Camila.
A especialista ressalta que regiões como rosto, pescoço e área dos olhos possuem uma barreira cutânea mais delicada e, por isso, exigem cuidados adicionais. “Sempre recomendo optar por produtos dermatologicamente testados, registrados para uso cosmético e provenientes de fabricantes confiáveis. Essa escolha reduz de forma importante o risco de eventos adversos e ajuda a preservar a integridade da barreira cutânea, fundamental para a saúde da pele”, destaca a médica.
De acordo com a Dra. Camila, outro cuidado indispensável é a remoção completa da maquiagem ao final da comemoração. “A comemoração pode terminar com o apito final, mas os cuidados com a pele devem continuar. Dormir com maquiagem ou tintas faciais favorece a obstrução dos poros, altera o equilíbrio da microbiota cutânea, compromete a barreira de proteção da pele e aumenta o risco de acne, irritações e infecções superficiais”, pontua ela.
Para uma higienização mais eficiente, a dermatologista recomenda a técnica da dupla limpeza, amplamente utilizada na prática dermatológica. “O cleansing oil dissolve pigmentos, filtros solares e produtos de longa duração de maneira delicada. Em seguida, um sabonete de limpeza suave remove os resíduos restantes, proporcionando uma limpeza completa sem agredir a pele. Esse processo preserva melhor a barreira cutânea e reduz o risco de irritação”, ressalta a médica e docente do curso de Medicina da Afya de Pato Branco.
Já quando a torcida acontecer ao ar livre, a fotoproteção também merece atenção. “O protetor solar deve ser aplicado antes da maquiagem e reaplicado sempre que houver exposição solar prolongada. Hoje já existem maquiagens compatíveis com a fotoproteção, permitindo que beleza, segurança e saúde caminhem juntas.”
Dicas da dermatologista para torcer com segurança
- Utilize apenas produtos desenvolvidos especificamente para aplicação na pele;
• Dê preferência a maquiagens dermatologicamente testadas e com registro para uso cosmético;
• Evite aplicar produtos muito próximos aos olhos, boca e mucosas;
• Faça um teste de sensibilidade antes do uso, principalmente em crianças e pessoas com pele sensível;
• Não compartilhe pincéis, esponjas ou maquiagens;
• Remova completamente todos os produtos após a comemoração utilizando, sempre que possível, a técnica da dupla limpeza;
• Finalize a rotina com um hidratante adequado ao seu tipo de pele.
“A torcida é uma expressão de alegria e pertencimento. Com escolhas conscientes e cuidados simples, é possível aproveitar toda a emoção da Copa preservando aquilo que a Dermatologia mais valoriza: uma pele saudável, íntegra e protegida”, finaliza a Dra. Camila, médica dermatologista.

Mais
UFFS entrega rotulagem nutricional para agricultores familiares de Capitão Leônidas Marques
Projeto que autoriza crédito especial para participação do Município no CISPAR será votado em última discussão nesta quarta-feira
Paraná consolida safra de verão recorde puxada pela soja e milho, aponta boletim do Deral