Durante pronunciamento, o vereador Rafael Foss manifestou indignação com a situação do sistema de monitoramento por câmeras do município. Segundo ele, há aproximadamente dois meses o contrato relacionado ao serviço venceu, deixando órgãos de segurança sem acesso às imagens captadas em diversos pontos da cidade, incluindo Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis), praças e espaços públicos. De acordo com o parlamentar, cidadãos que necessitam das gravações para esclarecer acidentes, furtos ou outras ocorrências não conseguem mais obter acesso ao material. “Se você sofre um acidente, é roubado ou precisa das imagens das câmeras, não terá acesso porque deixaram o contrato vencer”, afirmou.
Foss também declarou ter recebido informações de que o serviço poderá não ser renovado. Para ele, a situação é contraditória diante dos anúncios feitos pela administração municipal no ano anterior sobre a ampliação do sistema de monitoramento. “O ano passado falaram da instalação de 700 câmeras na cidade. Agora nem a polícia tem acesso às imagens”, criticou.
Críticas à condução da gestão municipal
Durante o pronunciamento, o vereador direcionou críticas ao prefeito, afirmando que a administração estaria mais preocupada com discursos em redes sociais e entrevistas do que com problemas considerados prioritários para a população. Foss também contestou declarações sobre dificuldades financeiras herdadas da gestão anterior. Segundo ele, a narrativa de endividamento da prefeitura perdeu força após a suspensão da moratória decretada pelo Executivo. “O Ministério Público cancelou essa moratória que ele decretou alegando que a cidade estava endividada”, declarou.
O vereador afirmou ainda que o governo municipal estaria priorizando alianças políticas em detrimento de projetos considerados importantes para a comunidade.
Cobranças sobre projetos voltados ao autismo
Outro tema abordado por Rafael Foss foi a situação de projetos destinados às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O parlamentar citou especificamente a proposta de implantação da chamada Praça do Autismo, que, segundo ele, não avançou desde o período eleitoral. Foss afirmou que muitas famílias depositaram esperança nas promessas relacionadas à causa e destacou as dificuldades enfrentadas diariamente por mães e responsáveis por crianças autistas. “Nem uma praça que era para existir sai do papel. Não recebe a mesma importância que outras obras recebem”, comentou.
Falta de vagas em creches também foi mencionada
O vereador também abordou a demanda por vagas em creches, relatando que recebe frequentemente solicitações de famílias em busca de atendimento. Segundo ele, duas unidades de creche destinadas ao município teriam sido viabilizadas por meio de articulações do deputado estadual Luiz Fernando Guerra, mas não estariam recebendo a atenção necessária para sua concretização. “Sabemos que alguns processos demoram, mas imagine quando não há interesse. Com certeza vai demorar muito mais”, afirmou.
Arena e investimentos no esporte entram no debate
Ainda durante sua fala, Rafael Foss criticou a condução das obras e melhorias realizadas na Arena Municipal. De acordo com ele, intervenções que poderiam ter sido concluídas em prazo menor acabaram se prolongando por aproximadamente sete meses. O vereador argumentou que a demora prejudicou o Pato Futsal, especialmente em relação ao público e à utilização da estrutura esportiva. Ele também acusou a administração de ter mudado o discurso sobre os investimentos realizados no local. “Antes reclamavam dos gastos. Agora, quando estão assistindo aos jogos e aproveitando a estrutura, não reclamam mais”, declarou.
Lindomar Brandão comenta dificuldades enfrentadas por entidades esportivas
Posteriormente, o vereador Lindomar Brandão também participou do debate e afirmou que o município enfrenta uma sequência de narrativas políticas que dificultam o trabalho conjunto entre os poderes. Segundo ele, a intenção dos vereadores é colaborar para evitar conflitos constantes e buscar soluções para os problemas da cidade. Brandão rebateu declarações que atribuíam à atual gestão a manutenção do esporte local sem maiores dificuldades. Embora tenha reconhecido que as atividades esportivas não foram encerradas, afirmou que diversas entidades enfrentaram sérios problemas financeiros. “O esporte não acabou, mas chegou muito perto disso”, afirmou.
Atrasos em repasses e dificuldades financeiras
O vereador relatou que dirigentes esportivos frequentemente informavam atrasos em pagamentos por parte do poder público, obrigando entidades a recorrerem a empréstimos e alternativas para manter suas atividades. Segundo ele, algumas organizações conseguiram continuar funcionando apenas graças ao esforço de seus dirigentes, enquanto outras enfrentaram dificuldades para participar de competições. Brandão afirmou ainda que alguns atletas acabaram impedidos de disputar eventos esportivos em razão das limitações financeiras enfrentadas pelas entidades.
Vereador pede revisão dos investimentos no setor
Encerrando sua manifestação, Lindomar Brandão defendeu uma reavaliação dos critérios de distribuição de recursos destinados ao esporte. Segundo ele, modalidades responsáveis por conquistar medalhas nacionais para o município recebem valores relativamente baixos em comparação com outros investimentos realizados. “Há modalidades que trazem medalhas nacionais para Pato Branco e recebem entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por ano. Isso precisa ser repensado”, concluiu.

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