O município está ampliando o projeto de hortas medicinais nas unidades de saúde com o objetivo de incentivar o uso consciente de plantas medicinais, fortalecer práticas integrativas e aproximar a comunidade das ações de promoção à saúde. A iniciativa envolve profissionais da saúde, pacientes e moradores das comunidades atendidas pelas unidades. A enfermeira Cristina Kuhn Romeiro, da Unidade de Saúde do Parque do Som, explicou que o projeto está em fase de expansão e que os profissionais estão passando por capacitações específicas para atuar na área. Segundo ela, as equipes participam de cursos voltados ao uso e à futura prescrição de plantas medicinais, reforçando o compromisso do município em desenvolver práticas complementares de saúde de forma responsável e orientada.
Projeto busca reduzir medicalização e aproximar comunidade
De acordo com Cristina, a proposta das hortas medicinais vai além do cultivo das plantas. O objetivo é estimular a população a utilizar as plantas medicinais de maneira consciente, promovendo alternativas complementares aos tratamentos tradicionais e reduzindo, quando possível e com acompanhamento adequado, o excesso de medicalização. Ela destaca que os pacientes também serão inseridos diretamente nas atividades desenvolvidas nas hortas, participando do plantio, manejo, colheita e utilização das plantas medicinais. A intenção é que toda a comunidade tenha acesso às plantas cultivadas junto às unidades de saúde, fortalecendo o vínculo entre moradores e profissionais da saúde.
Unidade do Fraron já está em estágio mais avançado
Cristina explicou que a Unidade de Saúde do Fraron já possui uma experiência mais consolidada dentro do projeto. No local, a horta medicinal já está implantada e conta com o cultivo das plantas, além da realização de processos como secagem e preparo de chás para uso medicinal em conjunto com a comunidade do bairro. Outras unidades de saúde que possuem espaço disponível, como a Unidade do Parque do Som, também estão organizando a implantação das hortas. Segundo a enfermeira, os trabalhos iniciais já começaram incluindo a preparação dos canteiros e da terra para receber o plantio das mudas. A expectativa é que a próxima etapa seja justamente o início do cultivo das plantas medicinais.
Uso das plantas será complementar aos tratamentos tradicionais
A profissional reforçou que o projeto será desenvolvido de forma responsável e acompanhada, avaliando em quais situações as plantas medicinais poderão auxiliar os pacientes como complemento aos tratamentos convencionais. Ela destaca que, em alguns casos, o uso das plantas poderá contribuir para diminuir a necessidade de determinados medicamentos, sempre com orientação e avaliação profissional.
Médico destaca benefícios para saúde mental e idosos
O médico da unidade, Dr. Bruno Sotopietra, ressaltou que as hortas medicinais representam uma importante ferramenta complementar aos tratamentos já existentes, especialmente diante do aumento de casos de ansiedade e depressão observado no período pós-pandemia. Segundo ele, muitas pessoas passaram a apresentar sintomas relacionados à saúde mental nos últimos anos, e o conhecimento tradicional sobre ervas medicinais pode contribuir como aliado aos tratamentos convencionais. O médico explicou que algumas situações de ansiedade, por exemplo, podem ser auxiliadas com o uso adequado de determinadas plantas medicinais, muitas delas já conhecidas popularmente há décadas.
Conhecimento popular aliado à medicina moderna
Dr. Bruno destacou ainda que a população idosa possui um amplo conhecimento sobre ervas e plantas utilizadas tradicionalmente para diversos tipos de problemas de saúde. Para ele, unir esse conhecimento popular às práticas modernas da medicina pode trazer benefícios importantes para a população. O médico acredita que a associação entre plantas medicinais e tratamentos convencionais fortalece o cuidado com os pacientes e amplia as possibilidades terapêuticas, principalmente em questões ligadas à ansiedade e ao bem-estar. Além disso, ele reforçou que o benefício do projeto não se limita apenas aos pacientes que utilizarem as plantas medicinais, mas também à integração comunitária e ao fortalecimento das ações preventivas promovidas pelas unidades de saúde.

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