Durante sessão legislativa, o vereador Lindomar Brandão manifestou-se sobre um tema que vem ganhando destaque nos últimos dias: o futuro do espaço conhecido como Café da Praça, localizado na Praça Getúlio Vargas, área central de Pato Branco. O assunto foi retomado após mobilização popular e debates nas redes sociais, impulsionados também por questionamentos levantados pelo vereador Rafael. Segundo Brandão, enquetes recentes indicam que mais de 60% a 70% da população prefere que o local seja destinado à segurança pública, com a instalação de um posto da Polícia Militar, em vez da reabertura de um restaurante ou lanchonete.
Defesa de um posto da Polícia Militar no local
O vereador defendeu que o espaço tenha presença efetiva da Polícia Militar, com identificação visual, viatura e policiais em atuação, inclusive administrativa. Ele reconheceu a limitação de efetivo policial em Pato Branco, apontando que se trata de um problema estrutural do Estado, mas ressaltou que a simples presença da corporação no local já elevaria significativamente a sensação e a realidade de segurança na praça. Para Brandão, o impacto positivo seria imediato e evidente, dispensando maiores explicações técnicas. Ele questionou, porém, a insistência em reativar um empreendimento gastronômico no local, considerando que já existem diversos restaurantes e lanchonetes no entorno da praça.
Questionamentos sobre interesses e gestão anterior
O parlamentar levantou dúvidas sobre os motivos para privilegiar um único empresário em um espaço considerado nobre, no coração da cidade, lembrando problemas ocorridos anteriormente, como má prestação de serviços, falta de manutenção dos banheiros e inadimplência. Brandão também atribuiu responsabilidades à gestão anterior do Executivo municipal, citando o ex-prefeito Robson Cantu, que teria iniciado a reforma do espaço há cerca de dois anos, mas não concluído o projeto por decisão administrativa considerada equivocada. Segundo ele, se a obra tivesse sido finalizada, o posto da Polícia Militar já poderia estar funcionando atualmente.
Interesse da Polícia Militar e localização estratégica
O vereador afirmou acreditar que a Polícia Militar tem interesse em ocupar um espaço central, lembrando que a corporação já buscou viabilizar a construção de uma sede na esquina das ruas Itabira e Tocantins, sem sucesso até o momento. Para ele, o próximo passo deve ser o diálogo direto com a corporação, convidando o comando para discutir oficialmente a proposta.
Segurança, vandalismo e uso inadequado da praça
Brandão reforçou sua defesa citando episódios graves ocorridos na Praça Getúlio Vargas, incluindo registros de homicídio nos últimos anos, além de práticas consideradas inadequadas ao ambiente público. Ele mencionou casos recentes de vandalismo, como a retirada de tampas das tomadas de energia da praça. Mesmo após a Prefeitura realizar o conserto de forma rápida, o dano foi repetido no dia seguinte, evidenciando, segundo o vereador, a necessidade de medidas mais firmes. O parlamentar foi enfático ao afirmar que a praça deve ser um espaço da família e do cidadão de bem, e não um local dominado por usuários de drogas, pessoas alcoolizadas ou indivíduos que perturbam a ordem. Ele defendeu ações educativas e de retirada dessas pessoas do espaço, associando a presença policial à recuperação do ambiente.
Consulta ao comércio e revisão do projeto
Além da população em geral, Brandão sugeriu ouvir os comerciantes da região central para avaliar os impactos e expectativas em relação à destinação do espaço. Ele destacou que, enquanto a licitação para exploração comercial não for aberta, ainda há tempo para rever o projeto e alinhar a decisão à vontade popular. Para o vereador, respeitar opiniões divergentes é fundamental, mas ele reforçou sua posição favorável à presença policial, afirmando que a decisão deve refletir o desejo da maioria da população.
Limitações do espaço e soberania da vontade popular
O vereador observou que o prédio do antigo Café da Praça é relativamente pequeno, com cerca de 200 metros quadrados, o que dificultaria a implantação de um modelo de espaço compartilhado. Por isso, defendeu que qualquer decisão leve em conta, acima de tudo, a vontade do povo, e não interesses individuais ou políticos.

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