Como empresas brasileiras podem navegar em 2026 com foco em governança, eficiência e sustentabilidade

Em 2026, o ambiente econômico brasileiro segue marcado por desafios e oportunidades simultâneas. A economia deve crescer de forma moderada — com projeções indicando expansão de cerca de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano — cenário que, embora positivo, está abaixo da média global projetada em torno de 3%. Ao mesmo tempo, a Reforma Tributária, cuja implementação começou em 2025 e avança ao longo de 2026, traz impactos significativos para o ambiente de negócios. A nova estrutura de tributos sobre o consumo elimina a cobrança em cascata e propõe um sistema mais digitalizado e automatizado, com potencial de estimular produtividade e crescimento de longo prazo.

Ainda assim, um estudo da PwC Brasil apontou que 83% das empresas esperam um impacto alto e imediato da Reforma Tributária sobre suas operações, exigindo adaptações rápidas em sistemas, processos e modelos de gestão. Esses fatores — crescimento econômico moderado combinado com uma reforma estrutural de ampla abrangência — colocam a gestão empresarial no centro da estratégia de sobrevivência e prosperidade das organizações.

Gestão como diferencial competitivo

Em um ambiente de incerteza, decisões assertivas de gestão podem significar a diferença entre manter a competitividade ou ficar para trás. Para isso, entendo que algumas práticas assumem papel central: governança e planejamento estratégico; gestão de custos e fluxo de caixa; adaptação às mudanças fiscais e regulatórias; e inovação e digitalização Em 2026, não basta apenas reagir às mudanças econômicas e tributárias. As empresas que melhor se saem serão aquelas que conseguem antecipar impactos, integrar conhecimento fiscal e operacional e transformar incertezas em oportunidades. A gestão deixa de ser uma função administrativa e passa a ser um motor de resiliência e crescimento.

Embora a reforma tributária tenha potencial de impulsionar a economia brasileira de forma mais ampla — inclusive com estimativas que a simplificação tributária poderia elevar o PIB em até cerca de 8% no longo prazo, segundo estudo publicado pela FGV EPGE — a transição exige preparo e adaptação das empresas. A Reforma Tributária começa em 2026 em fases de adaptação e teste, a cobrança com os novos modelos de tributação inicia gradativamente e ocorre até 2033, com isso, os tributos existentes hoje também terão sua extinção gradualmente até este período.

Nesse contexto, a gestão eficaz assume funções que vão além da administração interna. Ela passa a ser um instrumento de estratégia competitiva, capaz de: integrar mudanças regulatórias e operacionais; reduzir custos por meio de eficiência; aumentar a capacidade de inovação e fortalecer a cultura organizacional e a tomada de decisão baseada em dados Em um ano marcado por reforma tributária e um cenário econômico desafiador, a gestão empresarial não é apenas um conjunto de práticas internas — é um componente vital para a sobrevivência e o crescimento sustentável dos negócios no Brasil em 2026. Organizações que investem em governança estratégica, adaptabilidade e visão de longo prazo estão mais bem posicionadas para não apenas enfrentar o atual ambiente econômico, mas também aproveitar as oportunidades que dele emergirem.

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