O município de Pato Branco recebeu R$ 143,2 milhões em repasses federais ao longo de 2025, segundo relatório oficial da Câmara dos Deputados. Os valores, oriundos de transferências voluntárias e constitucionais, foram destinados principalmente às áreas de saúde, educação, assistência social e infraestrutura, com destaque absoluto para o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Do total recebido, R$ 119,5 milhões — o equivalente a 83% dos recursos — foram direcionados ao Fundo Municipal de Saúde, reforçando o custeio da atenção básica, média e alta complexidade, pagamento de profissionais, manutenção de unidades e ampliação da rede de atendimento.
Somente para procedimentos de média e alta complexidade, o município recebeu R$ 77,7 milhões. Outros R$ 10,4 milhões foram destinados ao Piso da Atenção Primária, enquanto repasses adicionais garantiram incrementos temporários para manter serviços em funcionamento e estruturar unidades de saúde. Na educação, os repasses federais asseguraram desde a alimentação escolar até investimentos em infraestrutura. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) recebeu R$ 1,66 milhão, enquanto o Fundeb e o salário-educação somaram mais de R$ 23 milhões ao longo do ano, fortalecendo a rede municipal de ensino.
A assistência social recebeu R$ 1,54 milhão, com foco em ações de proteção social básica e especial, além de um aporte expressivo de R$ 850 mil para estruturação da rede e fortalecimento da gestão do SUAS. Além dos recursos vinculados a políticas públicas, Pato Branco foi beneficiado por transferências constitucionais, que somaram quase R$ 95 milhões, incluindo royalties do petróleo, Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Cide e compensações financeiras. Os dados mostram que, apenas em dezembro, o município recebeu R$ 16,5 milhões, volume que teve papel decisivo no fechamento das contas públicas em 2025.
Para onde foi o dinheiro? União repassou R$ 143 milhões a Pato Branco em 2025
Um levantamento exclusivo com base em dados da Câmara dos Deputados revela que o município de Pato Branco recebeu R$ 143.216.713,21 em recursos federais ao longo de 2025. A análise detalhada dos repasses mostra uma forte concentração de recursos na área da saúde, além de cifras milionárias em transferências constitucionais pouco visíveis para a população. Do total transferido, R$ 119,5 milhões foram direcionados ao Fundo Municipal de Saúde, valor suficiente para sustentar praticamente todo o custeio do SUS local. Apenas os repasses para procedimentos de média e alta complexidade ultrapassaram R$ 77 milhões, enquanto incrementos temporários ao custeio somaram mais de R$ 10 milhões.
Apesar do volume expressivo, o relatório não permite identificar, de forma direta, quais serviços específicos foram ampliados, nem o impacto real na redução de filas, tempo de espera ou ampliação do acesso à saúde — um ponto que levanta questionamentos sobre transparência e efetividade do gasto público. Na educação, mais de R$ 23 milhões chegaram ao município via Fundeb, salário-educação e FNDE. Embora os recursos garantam a manutenção da rede municipal, o relatório não detalha resultados concretos em indicadores como infraestrutura escolar, qualidade do ensino ou valorização do magistério.
Outro dado que chama atenção é o volume de royalties do petróleo, que alcançou R$ 72,9 milhões líquidos em 2025. Trata-se de uma das maiores fontes individuais de receita federal para o município, superando, por exemplo, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que somou R$ 2,86 milhões líquidos após deduções. Especialistas em finanças públicas alertam que recursos dessa natureza, por não estarem vinculados diretamente a políticas específicas, exigem controle rigoroso e planejamento estratégico, sob risco de serem diluídos em despesas correntes sem impacto estrutural.
Na assistência social, os repasses totalizaram R$ 1,54 milhão, com destaque para um único aporte de R$ 850 mil voltado à estruturação da rede e fortalecimento da gestão. O valor representa mais da metade de tudo o que foi destinado à área no ano. Somados, os dados mostram que Pato Branco depende fortemente de transferências federais para manter serviços essenciais. A pergunta que permanece é: o volume de recursos recebidos em 2025 se refletiu, de fato, em melhorias perceptíveis para a população?

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