A indústria da água mineral movimentou R$ 415,39 milhões no Paraná em 2025, um incremento de 13,8% em relação a 2024 (R$ 365,02 milhões). O montante é resultado da comercialização de 526,99 milhões de litros, 8% a mais do que em 2024 (487,73 milhões). O levantamento integra o , divulgado pelo Instituto Água e Terra (IAT) nesta terça-feira (13).
Ainda de acordo com o relatório, a exploração da água obtida diretamente de fontes naturais ou por meio de extração subterrânea, seja para consumo, composição de produtos industrializados ou produzida pelas empresas de turismo para fins de balneabilidade e hotelaria, gerou R$ 3,5 milhões em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), um aumento de 14,7% no comparativo com 2024 (R$ 3,05 milhões). Esse valor arrecadado é dividido entre o município produtor (60%), municípios afetados (15%), Estado (15%) e União (10%). No Paraná há 37 empresas, em 31 cidades, que exploram a água mineral, por meio de 44 títulos minerários concedidos pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e licenciamento ambiental IAT.
O volume de arrecadação está concentrado em oito municípios, que responderam por 75,2% do total. Quitandinha totalizou 25,3% da CFEM movimentada no período, seguida por Toledo (13,6%), Foz do Iguaçu (9,8%), Campo Largo (7,5%), Almirante Tamandaré (6,8%), Capitão Leônidas Marques (4,1%), Iretama (4,1%) e Iguaraçu (4%). Em relação às empresas, a Baggio & Baggio Ltda, de Quitandinha, alcançou 25,3% da arrecadação, seguida da empresa Indústria e Comércio de Laticínios Pereira Ltda, de Toledo, com 13,6%, e Jamra Administradora de Bens Próprios Ltda, de Foz do Iguaçu, com 9,8%. Juntas, movimentaram 48,7% do total.
EXTRAÇÃO DE ÁGUA MINERAL – A extração de água mineral subterrânea ocorre nos aquíferos presentes nas unidades geológicas do Estado, sejam eles decorrentes das características naturais da porosidade e permeabilidade das rochas ou do seu fraturamento. A composição química da água depende da interação entre ela e as rochas que a armazenam. O Instituto Água e Terra tem participação essencial no desenvolvimento do segmento mineral. É o órgão responsável pela emissão da outorga do uso da água e pelo licenciamento ambiental, obrigatórios para a concessão, pela Agência Nacional de Mineração, da área a ser utilizada para extração da água mineral.
Por meio dessa regulação, o IAT mantém o controle sobre o número de captações de água e as respectivas vazões, de modo a impedir a superexploração dos recursos hídricos, bem como atua para conciliar conflitos de uso entre diferentes empreendimentos. Ou, ainda, em situações de escassez ou de risco. O órgão ambiental visa também preservar a qualidade dos mananciais paranaenses através da avaliação dos efluentes lançados nos corpos hídricos e avaliação de análises físico-química e bacteriológica da água subterrânea, que são pré-requisitos para obtenção destes tipos de outorga.

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