Precariedade no Fornecimento de Energia no Sudoeste do Paraná Gera Indignação e Cobranças

Um Problema Recorrente no Interior

Durante sessão plenária, o vereador Fabricio Preis de Melo voltou a destacar uma preocupação que, segundo ele, já se arrasta há bastante tempo: a precariedade dos serviços prestados pela Copel no interior do sudoeste do Paraná. A situação, de acordo com o parlamentar, tem impactado diretamente a qualidade de vida da população, especialmente em cidades vizinhas e comunidades rurais. Os relatos de falhas no atendimento e interrupções no fornecimento de energia elétrica têm se tornado cada vez mais frequentes. A população de Pato Branco e de diversas localidades do interior enfrenta dificuldades constantes, evidenciando um cenário que, para muitos moradores, já ultrapassou o limite do tolerável.

Impactos Diretos na Economia Rural

Um dos pontos mais críticos destacados é o impacto da falta de energia no setor agropecuário, especialmente na avicultura. Agricultores, responsáveis por uma parcela significativa da economia nacional, têm sofrido prejuízos consideráveis. A ausência prolongada de energia elétrica compromete o funcionamento de sistemas essenciais, como ventilação, alimentação automatizada e abastecimento de água. Além disso, o controle de temperatura nos aviários fica prejudicado, o que pode resultar na morte de aves e perdas financeiras expressivas. Um morador da comunidade de Paço da Ilha relatou situações desse tipo, reforçando a gravidade do problema.

Falta de Planejamento e Respostas Ineficientes

Segundo o vereador, o cenário atual é marcado por insegurança, ausência de planejamento e falta de respostas efetivas por parte da concessionária. Mesmo com a terceirização de parte dos serviços, surge um questionamento central: onde está a fiscalização? Ele destacou que existem órgãos responsáveis por acompanhar e garantir a qualidade dos serviços, como a AGPAR (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná) e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Além disso, a própria Copel possui estruturas internas de governança, como conselhos fiscais e mecanismos de controle. No entanto, na prática, a população não percebe a atuação eficaz desses sistemas.

Mais de 15 Horas Sem Energia: Um Retrato da Crise

Um exemplo recente ilustra a gravidade da situação: comunidades ficaram mais de 15 horas consecutivas sem energia elétrica. No bairro São Cristóvão, além da falta de luz, também houve interrupção no abastecimento de água — problema agravado pela localização elevada da região.O vereador aproveitou para destacar a mobilização dos colegas parlamentares em torno de uma campanha para viabilizar a instalação de uma caixa d’água no bairro, buscando amenizar os impactos enfrentados pelos moradores.

Distanciamento da Realidade Local

Outro ponto criticado foi o distanciamento entre os responsáveis pela gestão dos serviços e a realidade vivida no interior. Segundo o discurso, decisões continuam sendo tomadas a partir de escritórios em Curitiba, sem o devido conhecimento das condições enfrentadas pelas comunidades. O apelo é claro: é necessário que representantes e técnicos visitem as regiões afetadas, conversem com produtores e moradores, e compreendam de perto os prejuízos causados pela instabilidade no fornecimento de energia.

Cobranças às Autoridades

O vereador também direcionou questionamentos aos representantes estaduais e federais:

  • Quais medidas estão sendo adotadas para garantir a qualidade do fornecimento de energia?
  • Que tipo de cobrança está sendo feita junto à concessionária?

Segundo ele, a população está cansada. As reclamações são generalizadas — do campo à cidade — e apontam para os mesmos problemas: atendimento demorado, falta de planejamento e serviços de baixa qualidade.

Atendimento Ineficiente e Falta de Soluções

Por fim, foi relatada a frustração com os canais de atendimento disponibilizados pela Copel. Após uma reunião no plenário que resultou na criação de um canal de comunicação para moradores e agricultores, a expectativa era de maior eficiência. No entanto, ao tentar utilizar o serviço, o retorno foi automatizado — um robô — sem qualquer resolução prática. A experiência reforçou a percepção de descaso e ausência de suporte efetivo.

Necessidade de Medidas Urgentes

Diante de todos esses pontos, o vereador concluiu que a situação exige ações imediatas e mais rigorosas. Para ele, não é mais possível conviver com a atual realidade sem que haja intervenções concretas e eficazes. A crise no fornecimento de energia no sudoeste do Paraná evidencia não apenas falhas operacionais, mas também lacunas na fiscalização e na gestão dos serviços públicos — um problema que demanda atenção urgente das autoridades competentes.

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