O vereador Rafael Foss criticou duramente a intenção da prefeitura de abrir, em abril, uma nova licitação para o chamado “café da praça”. Segundo o parlamentar, a medida ignora a principal demanda atual da população: o reforço da segurança pública no centro da cidade. De acordo com Foss, o município enfrenta um crescimento preocupante da criminalidade, o que tem gerado medo entre os moradores e comerciantes. Ele citou, como exemplo, um assalto ocorrido recentemente em uma loja de motos na região central, onde criminosos quebraram a vitrine e fugiram com uma motocicleta, em plena luz do dia. Para o vereador, episódios como esse demonstram a urgência de ações efetivas na área da segurança.
O parlamentar defende que o espaço hoje destinado ao café da praça poderia ser mais bem aproveitado com a instalação de um posto policial, garantindo maior presença das forças de segurança no centro. Ele questiona a prioridade dada a um novo ponto comercial, argumentando que “com comida não se combate a criminalidade”.
Fox também se posicionou favoravelmente à permanência dos food trucks que atualmente ocupam a área. Segundo ele, além de contribuírem para a movimentação econômica, os veículos representam diversos empreendedores locais, ao contrário do café da praça, que beneficiaria apenas um único concessionário. Para o vereador, os food trucks ajudam a manter o espaço mais ativo e visualmente organizado, enquanto a estrutura do café permanece abandonada há longo tempo.
Outro ponto levantado foi a precariedade da infraestrutura urbana, especialmente a situação dos banheiros públicos da praça, que, segundo Fox, funcionam de forma irregular e sofrem com a falta de manutenção adequada. Para ele, o abandono do espaço é reflexo de uma gestão ineficiente. Por fim, o vereador fez um apelo para que o prefeito passe a ouvir mais a população. Foss afirmou que, se houvesse uma consulta pública, a maioria dos moradores optaria por mais segurança em vez da reativação do café da praça. “Hoje, a prioridade da cidade é segurança. A população está com medo, e se nada for feito, a situação tende a piorar”, concluiu.

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