Planejamento, Prioridades e Gestão Pública: o Alerta do Vereador Alexandre Zoche

Durante seu pronunciamento, o vereador Alexandre Zoche fez uma reflexão crítica e direta sobre os rumos da atual gestão municipal, destacando a necessidade de planejamento, definição clara de prioridades e, principalmente, ação efetiva por parte do poder público. Embora reconheça pontos levantados pelo líder do governo, Fabrício, Zoche enfatiza que a justificativa de “reestruturação” não pode servir como desculpa para a paralisação de serviços essenciais.

Reestruturação não pode significar paralisação

O vereador inicia sua fala concordando que determinados setores do município realmente precisam passar por uma reestruturação. No entanto, questiona de forma contundente o que acontece enquanto essa reorganização não ocorre. Para ele, não é aceitável que a resposta seja simplesmente “fechar as portas” ou interromper atividades básicas. Zoche lembra que a manutenção de praças, por exemplo, sempre foi realizada e que existem servidores capacitados para executar essas tarefas. Segundo ele, não se pode usar dificuldades administrativas como justificativa para deixar serviços essenciais sem execução.

Falta de soluções para o básico do dia a dia

Um dos pontos centrais da crítica é a diferença de tratamento entre grandes obras e demandas cotidianas. O vereador destaca que, para os projetos de asfaltamento — que ele reconhece como louváveis —, as soluções foram encontradas com rapidez, sem grandes obstáculos ou justificativas para atrasos. Diante disso, ele questiona por que a mesma agilidade não é aplicada a outras demandas igualmente importantes. Para Zoche, se os problemas básicos do dia a dia não forem tratados como prioridade, o município corre o risco de passar novamente anos focado em grandes obras, enquanto necessidades fundamentais da população ficam em segundo plano.

Planejamento e definição de prioridades

Na avaliação do parlamentar, falta planejamento e, sobretudo, clareza na definição de prioridades. Ele afirma que, se determinada ação não for considerada prioritária pela gestão, isso deve ser dito de forma transparente. Nesse caso, a população e o Legislativo poderão compreender que se trata de uma decisão de gestão. O que ele considera inaceitável é a postura de viver constantemente de desculpas. Zoche lembra que a atual administração já soma um ano e dois meses de gestão. Reconhece que governar é complexo e que não se trata de uma tarefa fácil, mas reforça que ninguém foi obrigado a assumir o cargo.

Impactos diretos na população

Segundo o vereador, as cobranças feitas pelo Legislativo têm um objetivo claro: garantir que as coisas aconteçam. Ele destaca que quem sofre as consequências da ineficiência é a população que depende do setor público. Como exemplo, cita a recente prestação de contas da área da saúde, acompanhada por ele na sexta-feira anterior. Foram apresentados números expressivos, com milhões de reais investidos no setor. Para Zoche, recursos existem. Algumas ações são acertadas, outras podem ser questionadas, o que faz parte do debate político e da gestão. No entanto, ele ressalta que não se deve interferir na parte técnica sem conhecimento.

Soluções práticas, não criação de cargos

O vereador também chama atenção para problemas simples, que exigem manutenção e ações básicas, consideradas fundamentais para o bom funcionamento dos serviços públicos. Ele afirma que não será a criação de novos cargos que resolverá essas questões. Para Zoche, o caminho é encontrar soluções com a estrutura e os recursos já existentes. Caso contrário, segundo ele, torna-se fácil apenas reclamar, sem efetivamente fazer nada.

Hora de priorizar o atendimento à população

Encerrando sua fala, Alexandre Zoche reforça que chegou o momento de estabelecer prioridades claras, especialmente no que diz respeito ao atendimento à população. Para ele, gestão pública exige decisões, planejamento e ação concreta — não apenas justificativas para a inércia.

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