A operação das usinas hidrelétricas da Copel garantiu R$ 147 milhões em repasses públicos ao longo de 2025, por meio da compensação financeira pelo uso da água na geração de energia elétrica. Do total, R$ 85 milhões foram destinados a 36 municípios paranaenses, com destaque para cidades do Sudoeste, que possuem áreas alagadas por reservatórios de usinas da companhia ou de empreendimentos com participação da Copel. Outros R$ 32 milhões foram repassados ao Governo do Paraná e cerca de R$ 29 milhões à União, conforme previsto em lei. As grandes usinas instaladas no Rio Iguaçu — Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias — responderam pela maior parte do montante, somando R$ 104 milhões, o equivalente a cerca de 70% do total pago em 2025. Juntas, as três hidrelétricas produziram 16.855 GWh, volume que representa quase metade de toda a energia consumida pelos clientes da Copel no Paraná no último ano.
Segundo o diretor-geral da Copel Geração e Transmissão, Moacir Bertol, os repasses evidenciam a importância das usinas para o desenvolvimento regional. “A geração hidrelétrica é limpa, renovável e segura para o País, além de contribuir diretamente para o fortalecimento das receitas municipais, estaduais e federais, apoiando políticas públicas e serviços essenciais à população”, afirma.
Destaque para o Sudoeste
Entre os municípios beneficiados estão diversas cidades do Sudoeste do Paraná, como Boa Esperança do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Chopinzinho, Cruzeiro do Iguaçu, Nova Prata do Iguaçu, Planalto, Quedas do Iguaçu, Realeza, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Salto do Lontra, São Jorge d’Oeste e Saudade do Iguaçu. Esses recursos representam uma fonte relevante de arrecadação para os municípios sudoestinos, contribuindo para investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura urbana e rural, agricultura e serviços públicos, especialmente em cidades diretamente impactadas pela formação dos reservatórios.
Um exemplo é Bituruna, que em 2025 recebeu mais de R$ 9 milhões em compensação financeira. De acordo com o prefeito Rodrigo Rossoni, os valores estão sendo aplicados em áreas prioritárias. “Os recursos estão sendo investidos na educação, saúde, agricultura e na infraestrutura urbana e rural, fortalecendo os serviços públicos e apoiando o produtor rural”, destaca.
Evolução dos repasses
Nos últimos cinco anos, a Copel acumulou R$ 638 milhões em compensações financeiras, reforçando a relevância contínua de suas usinas para a economia regional. Em 2024, os repasses atingiram um recorde de R$ 162 milhões, impulsionados por um cenário hidrológico especialmente favorável no Estado. “O volume pago acompanha diretamente a geração de energia. Em anos com vazões mais elevadas, as usinas são mais demandadas e os repasses aumentam. Ainda assim, trata-se de uma receita fundamental para os municípios lindeiros aos reservatórios”, explica Bertol.
Como funciona a compensação
A compensação financeira pelo uso de recursos hídricos corresponde a 7% do valor da energia produzida, calculada com base na Tarifa Atualizada de Referência (TAR), definida pela Aneel. Desse total, 6,25% são distribuídos entre municípios com áreas alagadas, Estados e União, enquanto 0,75% são destinados ao Ministério do Meio Ambiente, para financiar a Política Nacional de Recursos Hídricos. O rateio entre os municípios é proporcional à área ocupada pelos reservatórios, havendo ainda parcelas adicionais para aqueles que contribuem com a regularização das vazões de rios onde existem usinas a jusante.

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