A empreendedora Andréia Dobrowolski e o filho Dante.

“Eu sabia que tinha algo diferente”. Mãe relata como percepção ajudou no desenvolvimento do filho autista

Antes mesmo de o filho completar um ano de idade, a empreendedora Andréia Dobrowolski sentia que algo estava diferente. O excesso de choro, as dificuldades de interação e alguns comportamentos que fugiam do esperado para a idade despertaram um alerta que, mais tarde, seria confirmado pelo diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Como fui professora por muitos anos, eu conhecia os marcos do desenvolvimento infantil. Ele chorava muito, dormia pouco, não interagia e algumas coisas começaram a me preocupar. No começo, muitas pessoas diziam que era exagero meu, que cada criança tem seu tempo. Mas eu sentia que precisava investigar”, relembra.

A confirmação veio aos três anos: Dante foi diagnosticado com autismo nível 2 de suporte. Antes disso, a família já havia iniciado acompanhamento com profissionais como fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Segundo Andréia, o diagnóstico trouxe medo e insegurança, mas também permitiu agir cedo. “Receber o diagnóstico não é um alívio. É um choque. Você pensa em tudo que o seu filho ainda vai enfrentar. Mas descobrir cedo mudou completamente a trajetória dele”, afirma.

Hoje, aos seis anos, Dante apresenta evolução significativa após anos de terapias e acompanhamento multidisciplinar. Para a médica pediatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Renata de Carvalho Kuntz, a atenção dos pais aos primeiros sinais é fundamental para acelerar o diagnóstico e iniciar as intervenções necessárias. “Muitas vezes, são os pais que percebem os primeiros indícios no comportamento da criança. O diagnóstico precoce possibilita intervenções mais eficazes e contribui diretamente para o desenvolvimento social, cognitivo e comunicacional”, explica.

Entre os sinais que merecem atenção estão o atraso na fala, dificuldade de contato visual, pouca interação social, sensibilidade excessiva a sons ou texturas e comportamentos repetitivos. Para Andréia, compartilhar a história da família também é uma forma de incentivar outros pais a buscarem ajuda quando perceberem algo diferente. “Eu sempre digo para as mães: confiem no instinto de vocês. Quanto antes a criança recebe apoio, maiores são as possibilidades de desenvolvimento. A gente não pode voltar atrás, mas pode fazer toda a diferença dali para frente”, finaliza.

Importância da atenção aos sinais

Os sinais do autismo podem surgir ainda nos primeiros anos de vida. Entre os principais indicativos estão a dificuldade de contato visual, atraso na fala, pouca interação social, comportamentos repetitivos e sensibilidade a estímulos como sons, luzes ou texturas. Cada caso, no entanto, é único, já que o espectro autista se manifesta de formas diferentes em cada indivíduo. A médica pediatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Renata de Carvalho Kuntz, destaca que identificar esses sinais o quanto antes faz toda a diferença no desenvolvimento da criança.

“O diagnóstico precoce possibilita intervenções mais eficazes, respeitando as necessidades de cada criança e estimulando seu potencial. Quanto antes iniciarmos o acompanhamento, maiores são as chances de promover autonomia e qualidade de vida”, explica a Dra. Renata.

De acordo com a pediatra e docente da Afya de Pato Branco, o tratamento do TEA é, na maioria das vezes, multidisciplinar, envolvendo profissionais de diferentes áreas, como pediatria, neurologia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e, em alguns casos, acompanhamento pedagógico especializado. “Essa abordagem integrada busca desenvolver habilidades sociais, cognitivas e comunicacionais, além de oferecer suporte à família”, finaliza a Dra. Renata.

Da assessoria

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