Falta de energia no interior de Pato Branco gera revolta e cobrança por soluções

Problema recorrente afeta moradores e produtores rurais

A constante falta de energia elétrica nas comunidades do interior de Pato Branco voltou a ser alvo de críticas durante pronunciamento do vereador Diego Grando. O parlamentar destacou a insatisfação dos moradores diante das frequentes interrupções no fornecimento, especialmente em dias de chuva e vento, situação que tem se repetido com frequência preocupante.Segundo ele, o problema não é recente e vem sendo debatido, inclusive com a participação da Copel em reuniões realizadas no plenário da Câmara. No entanto, as explicações apresentadas pela companhia não têm sido suficientes para tranquilizar a população.

Responsabilidades e falta de ações práticas

Durante os encontros, a principal justificativa apresentada pela Copel aponta que grande parte das falhas no fornecimento estaria relacionada a galhos de árvores que entram em contato com a rede elétrica, e não necessariamente a problemas estruturais da própria rede. Embora o argumento seja compreendido, o vereador questiona a ausência de medidas concretas para resolver a situação. “O que mais irrita é ver um jogando a responsabilidade para o outro, muita falação e nenhuma ação efetiva”, destacou. A cobrança central recai sobre a falta de planejamento e execução de soluções, como a manutenção preventiva e o manejo adequado da vegetação próxima às redes elétricas.

Relatos de interrupções prolongadas

O vereador também relatou situações vividas recentemente nas comunidades rurais. No dia 31 de dezembro, por volta das 17h, moradores da comunidade Cachoeirinha ficaram sem energia elétrica. O fornecimento só foi restabelecido próximo das 20h. Na ocasião, diversas famílias estavam reunidas para as comemorações de fim de ano e correram o risco de iniciar 2026 no escuro. Outro caso citado envolve as comunidades São João Batista e Passo da Ilha, onde, após o primeiro vento acompanhado de chuva, houve interrupção no fornecimento desde a manhã até o final da tarde.

Impacto direto na produção rural

Além do transtorno às famílias, a situação afeta diretamente os produtores rurais, especialmente os que dependem da energia elétrica para manter suas atividades. O vereador destacou a preocupação com os produtores de leite e outros setores que necessitam de fornecimento contínuo para garantir a produção. “Parece que esquecem que o leite não nasce no supermercado”, enfatizou, ao chamar atenção para a importância do campo na economia local.

Cobrança por melhorias e escuta da população

Diante do cenário, foi sugerido que a Copel realize pesquisas de satisfação junto às comunidades rurais, ouvindo diretamente os produtores e moradores sobre os problemas enfrentados. A crítica final reforça o sentimento de indignação: segundo o vereador, os consumidores continuam pagando regularmente pelas tarifas, mas não recebem um serviço à altura. A cobrança por melhorias efetivas e respostas concretas permanece como principal demanda das comunidades afetadas.

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