O vereador Lindomar Brandão também se manifestou, demonstrando preocupação com a situação do esporte e com a falta de avanço em projetos municipais. Ele mencionou a proximidade da data prevista para a implementação da Pato Esporte, em 1º de fevereiro de 2027, e questionou se haverá novo pedido de prorrogação de prazo por parte do Executivo. Brandão criticou a lentidão na execução de iniciativas e citou outros exemplos de estruturas e projetos parados, como o terminal e o teatro municipal. Segundo ele, há uma frustração diante de promessas que ainda não se concretizaram. O parlamentar lembrou que a Câmara concedeu prazo para adaptação durante a transição de governo, confiando que os projetos avançariam — o que, segundo ele, ainda não ocorreu.
Além disso, destacou a falta de respostas a requerimentos legislativos. Ele citou o requerimento nº 36 de 2026, protocolado no início do ano, cujo prazo de resposta expirou em 25 de fevereiro sem retorno até o momento.“O tempo está passando e as coisas não estão saindo do papel”, afirmou.
Brandão também mencionou a Expopato, destacando que já se passaram cinco meses desde sua realização, reforçando a necessidade de planejamento antecipado para as próximas edições.
Cobrança pelo Cumprimento de Lei e Proteção aos Atletas
Na parte final de sua fala, o vereador reforçou a preocupação com o cumprimento da Lei nº 6.346/2024, que estabelece a obrigatoriedade da contratação de seguro de vida e de acidentes pessoais para eventos esportivos com mais de 200 participantes. Segundo ele, a medida tem como objetivo garantir proteção aos atletas, evitando que fiquem desamparados em casos de acidentes. O parlamentar relembrou situações ocorridas no ano anterior, quando atletas do esporte amador precisaram organizar campanhas como vaquinhas, promoções e eventos beneficentes — como macarronadas e costelões — para arrecadar recursos destinados a tratamentos de saúde. Para ele, esse cenário é inadmissível diante da existência de uma legislação clara sobre a responsabilidade de contratação do seguro, seja por parte do município ou dos organizadores. A ausência de respostas aos requerimentos enviados também foi criticada, levantando dúvidas sobre a efetiva fiscalização e aplicação da lei.
Falta de Manutenção em Espaços Esportivos
Outro ponto destacado foi a precariedade na manutenção de espaços esportivos do município. O vereador mencionou a necessidade de avançar com o projeto de lei para criação de um cargo específico voltado à manutenção das praças esportivas.
Ele citou exemplos concretos de abandono:
- A praça esportiva no bairro Planalto, ao lado do CMEI José Benato, descrita como destruída e sem manutenção há muito tempo;
- O ginásio do bairro Bela Vista;
- O espaço do projeto “Meu Campinho”, no bairro São João, próximo à Vila São Pedro, também em situação de abandono.
Além disso, alertou que a Praça Antônio Almeida, recém-aprovada, pode enfrentar o mesmo destino caso não haja um plano contínuo de manutenção.
Apelo por Ação e Agilidade do Poder Público
O vereador enfatizou que, caso a criação de um cargo específico seja a solução para os problemas de manutenção, o projeto deve ser encaminhado ao Legislativo, garantindo que será analisado e possivelmente aprovado. Ele demonstrou preocupação com a lentidão dos processos e a falta de resultados concretos, destacando que, apesar de muito diálogo e promessas, muitas ações não saem do papel. Segundo ele, esse cenário se repete ao longo dos anos, especialmente em períodos eleitorais, quando novas promessas são feitas.
O Papel Fiscalizador do Vereador
Encerrando sua fala, o parlamentar reforçou o papel do vereador como fiscalizador das ações do Executivo. Utilizando uma analogia, comparou a função legislativa à de um passageiro em um carro: alguém que não pode assumir o volante, mas que pode orientar o motorista, alertando sobre obstáculos e sugerindo o melhor caminho. Ele concluiu afirmando que continuará exercendo essa função de cobrança e acompanhamento, buscando garantir que as políticas públicas sejam efetivamente implementadas e atendam às necessidades da população.“Não podemos assumir o volante, mas podemos estar ao lado, orientando para que as coisas andem bem — e é isso que vamos continuar fazendo”, finalizou.

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