O Sistema Regional de Inovação do Sudoeste do Paraná (SRI) teve suas práticas reconhecidas e premiadas nacionalmente durante a 35ª Conferência Anprotec, que aconteceu em Foz do Iguaçu entre os dias 13 e 16 de outubro. A Conferência promoveu oficinas e conexões, bem como reconheceu os melhores programas, práticas e projetos desenvolvidos por ambientes promotores de inovação no Brasil sob o tema “Ecossistemas colaborativos e integrados à inovação global”.
O reconhecimento aconteceu durante o evento realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Sebrae. Em 1º lugar nacional na categoria de Melhor Relato de Boas Práticas, a vencedora foi a Rede de Habitats de Inovação do Sudoeste e Sul do Paraná. Já o 1º lugar nacional de Melhor Pôster foi para o processo de Integração dos Ambientes de Inovação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Campus Pato Branco) e o 2º lugar nacional nessa mesma categoria foi para a Análise dos Elementos de Capital Social no Parque Tecnológico de Pato Branco. O consultor do Sebrae/PR, Elizandro Ferreira, que acompanhou as premiações, ressalta que os reconhecimentos demonstram o grau de maturidade em que os ecossistemas de inovação do sudoeste do Paraná estão inseridos.
“Ter trabalhos premiados em uma conferência como a Anprotec reforça a importância do que temos chamado de inteligência coletiva instaurada no SRI, que em 2026 completa 20 anos e que as boas práticas estão cada vez mais inseridas na busca por soluções colaborativas para pautas regionais. E, hoje, temos visto resultados coletivos que só foram possíveis pela integração e convergência dos atores que foi potencializada com a adoção da metodologia Eli (Ecossistema Local de Inovação)”, comenta Elizandro.
Trabalhos
Dalmarino Setti, integrante do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pato Branco e vice-presidente do SRI, conta que o trabalho demonstrado de integração dos ambientes de inovação da UTFPR gerou resultados expressivos.
“Entre eles, a maior captação de recursos e ampliação de parcerias institucionais. Essa sinergia impulsionou o apoio a projetos inovadores e transformou ideias em negócios com impacto positivo na universidade e na comunidade regional. Ações que contribuíram para fortalecer ainda mais o ecossistema local de ciência, tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento regional”, explica Dalmarino.
Já o trabalho sobre a Análise dos Elementos de Capital Social do Parque Tecnológico de Pato Branco, nasceu a partir de uma tese de doutorado do professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Campus de Coronel Vivida, Augusto Faber Flôres, que estudou a governança e o capital social do Parque.
“Identifiquei pela pesquisa nove indicadores possíveis que fomentam a importância dos parques tecnológicos, por meio de entrevistas com gestores, empresários, incubados e com membros do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pato Branco. Entre os pontos mais fundamentais está a confiança, elemento importante na tomada de decisões para que os empreendedores integrem espaços como este”, destaca Augusto.
Premiação
O processo de premiação envolveu três etapas de avaliação, votação dos associados da Anprotec e apresentações durante o Demoday. Os vencedores de cada categoria receberam troféu, certificado oficial, inscrição gratuita para a Conferência Anprotec 2026 e crédito de R$ 1.000,00 para atividades da associação.
Anprotec
A Conferência Anprotec é promovida pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Sebrae. A realização é do Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação do Paraná (Separtec), da Fundação Araucária, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Governo do Estado do Paraná.

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