O município de Pato Branco contabiliza, até o início de setembro, 922 notificações de dengue, das quais 830 já foram confirmadas. A informação consta no mais recente Boletim de Arboviroses 2025, divulgado pela Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Apesar de o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti estar em 0,2% – classificado como baixo risco (até 1%) –, o número elevado de casos confirmados mantém as autoridades em alerta. A predominância é dos sorotipos Dengue 2 e Dengue 3, que circulam no município.
Bairros mais atingidos
A distribuição geográfica revela que a doença não está concentrada em apenas uma região, mas espalhada por diferentes bairros:
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Planalto: 145 casos confirmados
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São João: 104 casos
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São Cristóvão: 102 casos
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Centro: 66 casos
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Bela Vista e Alvorada: 43 casos cada
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São Roque: 32 casos
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Pinheirinho: 29 casos
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Morumbi e Fraron: 27 casos cada
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Jardim Floresta: 24 casos
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Sudoeste: 23 casos
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La Salle: 19 casos
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Santo Antônio: 18 casos
Outros bairros, como Cristo Rei, Novo Horizonte, Menino Deus e Bortot, também apresentam registros, ainda que em menor número.
Chikungunya: casos em crescimento
Além da dengue, o boletim chama a atenção para a Chikungunya. Em 2025 já foram 28 notificações, com 4 confirmações, sendo 3 autóctones (contraídas no próprio município). Embora o número seja significativamente menor que o da dengue, a Vigilância em Saúde destaca a importância de acompanhar a evolução, visto que a transmissão local está confirmada.
Nos casos de chikungunya, os bairros com maior incidência são:
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Planalto: 96 casos confirmados
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São João: 49 casos
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São Cristóvão e Bela Vista: 31 casos cada
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Centro: 24 casos
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Morumbi: 20 casos
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Alvorada: 18 casos
Mortalidade e internações
Até o momento, o boletim não registra óbitos por dengue nem por chikungunya em Pato Branco em 2025. O documento também aponta que não há casos em investigação por morte suspeita ligada a arboviroses.
Risco e prevenção
De acordo com os parâmetros do Ministério da Saúde, o índice de infestação predial do Aedes aegypti é considerado:
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Baixo risco: até 1%
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Estado de alerta: entre 1% e 3,9%
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Risco alto: acima de 4%
Com os 0,2% registrados em Pato Branco, o risco atual é baixo, mas especialistas alertam que a simples presença do vetor já é suficiente para manter a transmissão ativa, especialmente em bairros com maior número de focos.
Orientações da Vigilância em Saúde
A Secretaria de Saúde reforça a necessidade da eliminação de criadouros do mosquito, que se desenvolve em água parada. Pneus, calhas, vasos e reservatórios descobertos continuam sendo os principais pontos de proliferação. A população pode colaborar mantendo quintais limpos, descartando corretamente resíduos e permitindo o acesso dos agentes de endemias em visitas domiciliares.

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