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Em Pato Branco, oficina de Jogos Gigantes estimula aprendizagem e criatividade de alunos

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O Município de Pato Branco, por meio da Secretaria de Educação e Cultura, está desenvolvendo, nas escolas municipais, o projeto de Jogos Pedagógicos Gigantes. A oficina faz parte das atividades do Tempo Integral e tem o objetivo de trabalhar com os alunos a socialização, a coordenação motora, a lateralidade, o raciocínio lógico, além das formas geométricas, aliando criatividade e aprendizado em atividades interdisciplinares.

Os jogos desenvolvidos até o momento são o xadrez, dama, trilha, tapatan, jogo da onça e amarelinha, todos trabalhados com formas geométricas. Os alunos participam desde a pintura dos tabuleiros e das peças, onde socializam e trabalham em equipe. Os tabuleiros são pintados em grande escala, no chão dos pátios escolares, e as peças são feitas de material reciclado, atendendo aos assuntos abordados em sala de aula, sobre a proteção ao meio ambiente, envolvendo também as famílias, que separam e enviam as garrafas pet às escolas.

A oficina possui diversas fases: na primeira, as crianças constroem os tabuleiros pequenos, em sala de aula, para pintar e construir os jogos, recebendo diversas explicações, tanto sobre como se joga quanto sobre a parte histórica de cada um. Depois, elas constroem as peças que utilizarão para os jogos gigantes, utilizando o material reciclável. Outro momento importante acontece quando os alunos levam os jogos para casa, para jogar com os membros da família, aproximando-os em um momento de lazer, estreitando os laços afetivos familiares.

O projeto, de acordo com a secretária de Educação e Cultura, Heloí Aparecida De Carli, trabalha conteúdos comportamentais, curriculares e valores, como a geometria e a comunicação, numa metodologia ativa, que envolve e encanta as crianças. "Envolver as crianças em novas experiências é um desafio que encontrou respaldo na metodologia dos Jogos Gigantes. O projeto desenvolve competências de liderança, raciocínio lógico e autoconfiança, melhorando o relacionamento da criança consigo mesma e com os demais. Em paralelo, contribui para estreitar laços familiares, agregando a comunidade escolar interna e externa", ressaltou Heloí, lembrando que as atividades também preparam os alunos para a Prova Brasil.

Conforme o coordenador da Recreação do Tempo Integral da Prefeitura de Pato Branco, Wagner Bednarek, a oficina contribui significativamente para o desenvolvimento das crianças, refletindo também no desempenho em sala de aula. "Elas precisam ter cuidado com as peças, ser organizadas e atentas. Com isso, trabalhamos os conteúdos tradicionais em uma pedagogia diferente, desenvolvendo valores e trabalhando a disciplina e a cooperação", explicou Wagner.

Atualmente, são cerca de 1.800 alunos participando das 21 oficinas ofertadas pelo Município por meio dos projetos de Tempo Integral, que contemplam diversos aspectos importantes, como o fomento às Políticas Públicas que oportunizam a cidadania, inclusão e proteção às crianças. "Como as oficinas acontecem em turno oposto ao das aulas regulares, as crianças permanecem nas escolas, trocam informações, aprendem novos conteúdos, socializam e, ainda, não ficam pelas ruas, suscetíveis aos maus exemplos", contou Wagner.

Opinião dos alunos

Os alunos da Escola Municipal São Cristóvão aprovaram a atividade. "Eu gostei de todos os jogos, mas o meu favorito é a trilha, sou muito bom nele e aprendi a ser mais esperto e a ter liderança", disse Guilherme Mugnon, 10 anos, aluno do 5º ano.

Para Luiz Carlos de Amaral Ramos, 10 anos, também do 5º ano, a oportunidade de contribuir com algo para a escola foi muito importante. "Gostei muito de fazer a pintura de um jogo onde todos podem se divertir. Também gosto de participar da atividade porque é uma opção diferente de lazer, se não fossem as atividades do Tempo Integral e os jogos, eu ia ficar apenas no celular ou no computador. Assim é mais divertido", afirmou Luiz.

Richarlison Ezena Moreno, 10 anos, aluno do 4º ano, contou que seu jogo favorito é o jogo da onça. "Temos onças e cachorros. As onças precisam capturar os cachorros e eles precisam encurralar as onças, é um jogo que ensina estratégia e interação", contou ele.

Avaliação dos professores e da direção

O professor que acompanha os alunos do Tempo Integral, Kevyn Cadeia, explicou que os alunos não jogam sozinhos e, sim, em equipes. "Assim, eles desenvolvem a capacidade de tomar decisões em grupo, ouvindo o próximo e procurando um consenso. Também desenvolvem a liderança, paciência e espírito de equipe. Notamos que essas características contribuem significativamente para uma mudança dentro da sala de aula. Alunos mais atentos, mais disciplinados e mais motivados em aprender", ressaltou Kevyn.

A Escola Municipal Santos Dumont recebeu o projeto em 2016 e a diretora, Claia Preissler Andria, comentou que a mudança foi expressiva. "Nossos alunos se tornaram mais sociáveis, colaborativos e participativos. Eles aprenderam a respeitar o próximo e praticam a ajuda mútua. Foi excelente, também, porque houve um envolvimento dos pais, aproximando as famílias da escola, causando uma mudança na comunidade, pois até os atos de vandalismo que a escola sofria, cessaram após o desenvolvimento da atividade", pontuou a diretora.

Até o momento, as escolas que recebem o projeto dos Jogos Gigantes são: Escola Municipal Juvenal Cardoso, Escola Municipal São Cristóvão, Escola Municipal Pequeno Príncipe, Escola Municipal Lions Club e Escola Municipal Rural Passo da Ilha. De acordo com a Secretaria de Educação e Cultura, já há um cronograma para outras escolas receberem o projeto.

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